Instituição

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No ano de 1917 foi constituído o “Grupo Evangélico de Auxílio Mútuo” com o objetivo de desenvolver o auxílio mútuo junto dos mais carenciados no meio Evangélico do Norte do País.

Pese embora o esforço e trabalho de alguns, o grupo estagnou durante anos e a obra não progrediu por falta do apoio necessário.

Só mais tarde, e graças ao impulso e boa vontade de alguns cristãos evangélicos, surgiu, em 1933, uma nova Instituição definida por outros contornos à qual foi dado o nome de Beneficência Evangélica do Porto, regulada por Estatutos próprios.

Desses seus primeiros Estatutos, aprovados por alvará de 17 de Agosto de 1933, é interessante salientar o conteúdo do seu art.º31: “A Comissão Organizadora composta por vários beneméritos evangélicos criada em 1917 e que sob a designação de “Grupo Evangélico de Auxílio Mútuo” tem estado a angariar meios para a criação desta Instituição, entrará com o fundo que tenha angariado e que constituirá o Fundo inicial desta Instituição (B.E.P.); e todos os que à data destes estatutos tiverem contribuído para aquele Fundo serão considerados sócios fundadores desta Instituição.

Em 1935, é publicado um folheto da responsabilidade da Direção da B.E.P., no qual se apresentava o objetivo da Instituição e se informava que a quota mínima era de 5 escudos mensais. Isto em 1935!

É interessante transcrever um período do citado folheto onde é dito: “ Devemos deixar bem esclarecido que a BENEFICÊNCIA EVANGÉLICA DO PORTO não segue exatamente a orientação das associações chamadas de socorros mútuos.

Por isso, não devem ser sócios apenas aquelas pessoas que pensam utilizar-se dos benefícios que a Instituição já presta ou venha a prestar, mas também todos aqueles que desejam praticar a Beneficência entre os seus irmãos necessitados.” 

No desejo de dar outra orientação à BENEFICÊNCIA EVANGÉLICA DO PORTO é já com o objetivo de criar a sua Casa de Repouso – Lar Evangélico, procedeu-se à remodelação dos seus Estatutos os quais foram aprovados em Assembleia Geral de sócios e irmãos beneficentes, em 13 de Janeiro de 1939.

O Alvará de aprovação daquela remodelação foi passado pelo Governo Civil do Porto aos 13 dias de Agosto de 1940. A partir desta data a Beneficência Evangélica do Porto segue novo rumo, desenvolve-se e angaria novos associados.

Finalmente, em 1960, a B.E.P. abre o seu LAR funcionando em casa alugada na Rua Eng.º Carlos Amarante, 110, na cidade do Porto. A  4 de Maio de 1996,  abre um segundo local de  acolhimento que ocorreu numa moradia adquirida pela BEP e que se situa na mesma rua, em frente à nossa primeira residência

É importante salientar que a abertura do LAR da Beneficência só foi possível graças à generosa oferta da Fundação Calouste Gulbenkian na quantia de cem mil escudos, recebida em Outubro de 1958.

Apraz-nos registar que a obra persiste e afirmar que a assistência prestada pela B.E.P. ao longo de mais de cinco décadas de funcionamento do seu Lar, só tem sido possível graças à dedicação e colaboração dos seus directores, ao contributo dos seus associados e amigos mas, acima de tudo, à preciosa ajuda e bênção de Deus.

A B.E.P. tem por objetivos, entre outros permitidos estatutariamente, os seguintes:

1. Proporcionar serviços permanentes e adequados à problemática das pessoas idosas;

2. Contribuir para a estimulação de um processo de envelhecimento ativo;

3. Criar condições que permitam preservar e incentivar a relação familiar;

4. Potenciar a integração social.

                        Orgãos Sociais para o Quadriénio 2021-2024

 

ASSEMBLEIA GERAL

Presidente  - Jorge Alberto Correia de Ansiães Felício

Vice- Presidente - P. Marcelo das Neves Fonseca

Secretário - P. Eduardo Hermenegílgo Castro Meixieira

 

DIREÇÃO

Presidente - Joaquim Francisco da Silva Pinto

Vice- Presidente - Manuel Diogo Neto

Secretária - Maria José Moreira Oliveira

Tesoureiro - Fernando Rui Morais soares

Vogal - José Manuel Oliveira Santos

1º Suplente - Jaime Amadeu Lopes Ribeiro Dias

2º Suplente - Luís Massa

 

CONSELHO FISCAL

Presidente - Elizete Marinha de Sousa Soeiro

Vogal - Reinaldo Correia de Oliveira

Vogal - Jorge Henrique Morais Fernandes

Suplente - Carlos Augusto Azevedo Duarte

 

 

 

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